Blog Trem Azul

Horário de Agosto 2010

Horário de Agosto 2010
2ª a 6ª das 12h00 às 19h30
Encerramos ao sábado

Nevada Hill:::Exposição

Continua a Exposição do ilustrador Nevada Hill. Uma oportunidade única para adquirir serigrafias numeradas de 0 a 20 e 0 a 50 pelo preço de 10 euros.
Nevada Hill é um artista do Texas (EUA), uma terra repressiva e conservadora com a família Bush à cabeça, mas que já nos ofereceu os músicos mais criativos de sempre, é o caso de 13th Floor Elevators, Red Krayola, e Butthole Surfers. Nevada faz parte desta tradição e vem visitar-nos a Lisboa.Como músico integra-se nos Zanzinbar Snails, grupo de músicos e não-músicos interessados no Graal da Improv e na experiência da auto-indução Drone. Hill tem vários discos editados e outros projectos mais intimistas e fantasmagóricos como D&N, em que os sons das tempestades texanas se ouvem com guitarra ambiente e objectos concretos de um rancho de filmes de cowboys.O artista texano faz também BD e ilustração, usando a serigrafia e os zines como veículos DIY de divulgação. O seu zine Mass vai ter um terceiro número a sair em Lisboa. 
Mais recentemente Hill participou nas antologias Excessive Force: Police Everywhere, uma publicação inglesa para a qual criou uma BD sobre um desagradável encontro com a polícia; Justice Nowhere (Last Hours, 2009), editada em Portugal e onde participa com um desenho e MASSIVE (Chili Com Carne, 2010).
Nevada Hill vai estar em Lisboa no âmbito da Feira Laica, que acontece entre 26 e 27 de Junho na Bedeteca de Lisboa. 

Novidade Pirouet

Gary Peacock / Marc Copland Insight
Loren Stillman Winter Fruits
Nicolas Thys Virgo
Robin Verheyen Starbound 
Jurgen Friedrich Pollock
Henning Sieverts Symmetry Blackbird
 
 
 
 
 
 
 

Novos Cd's Moserobie

The Core Golonka Love
The Core & More The art of no return
Kannegard, Kornstad, Vagen, Johansen Maryland-Live!
Nina Ramsby/Ludvig Berghe Du Hard Blivit...
 

Exposição ::: A Casa do Jazz:::

A casa do Jazz
O Carlos Miguel é arquitecto. Não sei o que nele começou primeiro: a paixão pela arquitectura, pelos desenhos e pela pintura é antiga, mas o Jazz é também um persistente enamoramento. Nele o Jazz, a arquitectura, o desenho e a pintura convivem como amigos de sempre. Os desenhos e as pinturas que agora nos mostra testemunham esta forte amizade. E esta mostra é, sobretudo, uma festa de amigos: uns, estoicamente fixados na parede, não sendo deste mundo, são eternos; os outros somos nós, os que aqui nos reunimos à volta desta música tão livre como a liberdade. O Carlos Miguel trouxe para esta festa alguns dos músicos que passam a vida lá em casa. Nós, os amigos, aqui estamos, para com ele partilharmos a alegria e o sentimento que o Jazz nos transmite.
José Teófilo Duarte

Jazz em Agosto 2009 - Ícones e Inovadores

Ícones e Inovadores
Em 2009 cumpre-se um ciclo de 25 anos do Jazz em Agosto. A 26ª edição, que se desenrola sob o conceito Ícones e Inovadores, apresentará personalidades do jazz contemporâneo que têm forjado novas linguagens e novas identidades, ao longo do último quarto de século, no seio de uma música livre que, continuando a transformar-se, torna-se assim mais rica.
Nas páginas brilhantes da história do jazz desde King Oliver, em 1923, o primeiro inventor reconhecido da linguagem, há quase cem anos, nelas se inscreveram várias figuras, mais tarde ícones: Louis Armstrong, Lester Young, Billie Hollyday, Duke Ellington, Charlie Parker, Thelonious Monk, Miles Davis, Charles Mingus, John Coltrane, Eric Dolphy, Sonny Rollins, Bill Evans, Paul Bley, e os já apresentados no Jazz em Agosto desde 1984, Sun Ra, Ornette Coleman, Cecil Taylor, George Russell, Jimmy Giuffre, Steve Lacy, Muhal Richard Abrams, entre outros. Aos músicos que forjaram linguagem, por isso ícones, outros se sucederam, até à actualidade. Pelo processo de repetição característico da Música, artistas inovadores adoptaram e desenvolveram novos padrões, através do tempo e das gerações, moldando-os, metamorfoseando-os, a ponto de instituírem novas linguagens. Concorrendo à transformação, enumeraram-se diversas condições sociais, económicas e políticas, agora mais rápidas e conducentes à fragmentação e à fractalidade.
Numa perspectiva sincrónica e diacrónica que vem caracterizando o Jazz em Agosto, apoiada em escolhas judiciosas, sugerimos, em dez concertos, uma selecção da realidade do jazz que abre novos caminhos.
Ícones mas também Inovadores presentes na 26ª edição do Jazz em Agosto, serão George Lewis no projecto electroacústico Sequel; a Nublu Orchestra conduzida por Butch Morris, mestre do estilo; Dave Douglas & Brass Ecstasy, uma brass band, evocando o trompetista Lester Bowie; o inesperado super grupo Buffalo Collision, com Tim Berne, Ethan Iverson, Hank Roberts e Dave King; a revelação do trompete, Peter Evans, em duas dimensões, solo e quarteto; a Exploding Star Orchestra, de Rob Mazurek, com Bill Dixon. No escol de músicos presentes, evidencia-se, também, a importância do trompete jazz: Dave Douglas, Bill Dixon, Rob Mazurek e Peter Evans, que prolongam a linhagem dos trompetistas fundadores de linguagem King Oliver e Louis Armstrong.
Com uma programação que contempla o berço do jazz, os Estados Unidos da América, numa altura em que se acredita num novo equilíbrio mundial, o Jazz em Agosto 2009 complementa-se com dois exemplos de inovadores da Europa: o Quattor (água, terra, fogo e ar) de saxofones Propagations, de França, e o duo electroacústico de voz e flauta, Franziska Baumann e Matthias Ziegler, da Suíça.
Completam a oferta do Jazz em Agosto 2009, o DJing experimental oriundo do jazz, DJ Mutamassik e Morgan Craft, no projecto Rough Americana; uma conferência de George Lewis, versando o seu recente livro monumental sobre a AACM de Chicago, A Power Stronger Than Itself / The AACM and American Experimental Music, e dois filmes documentais retratando figuras icónicas do jazz, Escalator Over the Hill de Steve Gebhardt e Imagine the Sound de Ron Mann, sintetizando tendências maiores do jazz na 1ª década do Séc. XXI.
Mais informação em:
http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz/index.html.pt
 

:::Novo horário no mês Agosto:::

Durante o mês de Agosto a Trem Azul Jazz Store vai abrir às 12h00 e encerrar às 19h30.
Segunda a Sábado 12h00 às 19h30
Domingos e feriados estamos encerrados.
 
 
 

Concerto Cacto::::Dia 15 Julho 19h30

Os CACTO são um projeto de Ricardo Jacinto e Nuno Torres. Um encontro que remonta ao ano de 2003 e que finalmente vai trazer a sua obra às prateleiras das lojas (a partir de 12 de Setembro ) atravês da edição do seu 1º disco. Uma edição  limitada em vínil de belo recorte. No concerto da Trem Azul fazem-se acompanhar pela versátil Shiori Usuri uma compositora Japonesa que empresta aqui os seus dotes vocais aos sons texturais dos Cacto. Esta colaboração tenciona, também, vir a resultar numa futura edição. Nuno Torres saxofone alto Ricardo Jacinto violoncelo Shiori Usui voz
entrada 3 euros

Exposição *LXBAINAITE* de Miguel Dominguez Cunha

*LXBAINAITE* MIGUEL DOMINGEZ CUNHA - 03 JUL - 30 JUL é um trabalho de 2001. Esteve exposto na Galeria Sta. Clara em Coimbra e agora estão aqui na Trem Azul, em Lisboa, no meio de discos e música e entre o Cais do Sodré e o Bairro Alto. Estão em casa portanto. No sítio certo para serem vistos. Miguel Dominguez Cuña
 
 
LX Bainaite
uma tentativa de memória descritiva
 
O ar zumbe, eléctrico. Toca o telemóvel - Tás onde? Vem cá ter… okai, mais logo então. Um tecnophado ecoa nos altifalantes do princípe real. as marchinhas dos santos-populares (populaire saints) tocam sambaphanque, o novo som dos bairros. Nas discotecas de neons-anos-80 ouve-se discochic. A técnica é mista, predominando o traço a pincel e tinta-da-china. O dijei vem de vinil, o pessoal in da house sente uma impressão digital. Mais uma cerveja. Há um frenesim no ar. Toda a gente vai a algum lado. Ela sorria para mim. Não tenho bem a certeza que era para mim, nem sequer tenho a certeza de que ela sorria. Nem que a vi. Um trompete rasga a noite e os responsáveis prometem arranjá-la dentro de uma semana. O músico cruza a rua com uma garrafa de absinto na mão. Um grupo sai, outro entra, pela porta entreaberta da casa de phado ouve-se a Amália, já velhinha, a cantar variações. Os camiões do lixo passam estridentes, a banda sonora é agora desumana e maquinal. As mulheres-da-vida esperam clientes, e assim estão os gajos dos estupefacientes. Do caixodré subo para o bairro. Do estádio vou para as primas. É fim-de-semana e o bairro está a bombar. As suecas e alguns espanhóis, comem caracóis. Um grupo passa barulhento. Vai mais um pombo que os passarinhos não estão a ver. O phado jorra de uma janela. É típico e dois estrangeiros tiram-lhe fotografias. Será que a não-sei-quantos está cá hoje? Entro e logo a vejo. Toda a gente bebe álcool e por entre o barulho dos matraquilhos ouve-se a madona a cantar como uma virgem. Alguém fala contigo e tu sabes que o conheces mas não te lembras nem do nome nem donde. Lembras-te que vieste com alguém só não sabes quem. Vou-me embora daqui, passando por ti. Não sinto o chão e no entanto és tu que estás a flutuar. Quando entro no wc tudo roda e antes do piso vir ter com a minha cara, ouço acidjazz e alguém a perguntar o que é que eu faço aqui. O _ passeia-se por entre os bêbados e os queimados no chão da casa de banho, impressos em vinil e com laminação anti-uv. Lá fora o ar fresco sabe bem, a lua está cheia. Não sei do quê. Moon over vodka trip hop- alguém grita do meio da rua. Os grafiteres acabam os seus trabalhos, retocando aqui e ali, outros só assinam os edifícios, como se fossem arquitectos.O yin e o yang estão estranhamente de acordo em tudo. São 4 da noite e apesar de estarem a um passo de um coma alcoólico a coca mantém-nos quase em pé. Comportamentos de risco, dirão uns, estranha forma de vida dirão outros, uma bezana-do-camandro diriam os 2 irmãos. Lady day canta ao longe, num qualquer bar manhoso e bafiento. Entro, cheira a cerveja mole e azeda. Parece a minha casa. É a minha casa! E surpreendentemente, a noite acaba mal o dia começa.
 
Miguel Dominguez Cuña,
LX Junho de 2009
 
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Ficha técnica
Formato: 1.20x1.00 m
Técnica: pequeno formato- tinta-da-china+colagens, em papel
grande formato- impressão em vinil com tintas de alta duração
e laminado anti-ultravioletas. Moldura +vidro
Tiragem de um exemplar, ou seja, exemplares únicos.
 
O autor reserva o direito de usar as imagens como trabalhos de ilustração
e-mail: migueldominguez65@yahoo.es

Reedições Lp's e Cd's

LP's
Bill Evans New Jazz Conceptions
Miles Davis Birth of the Cool
Chet Baker Sings
Ahmad Jamal At The Pershing
Ahmad Jamal Happy Moods
Miles Davis Milestones
Miles Davis Jazz Track
Miles Davis Miles Ahead
Miles Davis Round About Midnight
Art Tatum & Ben Webster Quartet
Kenny Clarke Telefunken Blues
Sarah Vaughan With Clifford Brown
Stan Getz and the Oscar Peterson Trio
Duke Ellington Indigos
Art Pepper +Eleven
Dexter Gordon Our Man In Paris
Cannonball Adderley Somethin' Else
Lee Morgan Dizzy Atmosphere
John Coltrane and Johnny Hartman
Art Blakey Moanin'
Art Blakey with Thelonious Monk
CD's
Bill Evans & Bob Brookmeyer Ivory Hunter
John Coltrane Live in France July 27/28 1965
Duke Ellington Indigos
Bill Evans/Wayne Shorter/Freddie Hubbard/Eric Dolphy... Just Jazz!
Eric Dolphy & John Lewis Play Kurt Weill
Julie London Julie Is Her Name
Miles Davis Relaxin'
Miles Davis Steamin'
Miles Davis Cookin'
Miles Davis Workin'
Charlie Parker Jazz at Massey Hall
Charles Mingus Pithecanthropus Erectus + The Clown
Curtis Fuller Blues-ette