Blog Trem Azul
DIA 29 MAIO - 21H30 ::: LANÇAMENTO DO LIVRO DE RUI EDUARDO PAES ‘A’ MAIÚSCULO COM CÍRCULO À VOLTA
‘A’ Maiúsculo com Círculo à Volta
Ilustrações de Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado, José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.
Chili com Carne (colecção THISCOvery CCChannel)
O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt.
Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin. Segundo o crítico António Branco, trata-se de «um objecto literário-gráfico-musical absolutamente único».
Intervenções faladas do escritor JOÃO RAFAEL DIONÍSIO e do músico PAULO CHAGAS
Concerto com SHAMEFUL IGUANA (LUÍS LOPES – guitarra eléctrica, HERNANI FAUSTINO – baixo eléctrico e MARCO FRANCO – bateria)
ilustração Marcos Farrajota
PRÓXIMO CONCERTO ::: DEUX MAISONS - 22 MAIO - 21h30
Luís Vicente - trompete
Théo Ceccaldi - violino
Valentin Ceccaldi - violoncelo
Marco Franco - bateria
A metáfora arquitectónica só dá, à primeira vista, conta de metade da história... A outra metade está presente na construção da música, onde composição e improvisação são partes iguais do processo criativo. Tratam-se, portanto, de "duas casas" ligadas por múltiplas vias de comunicação, confundindo a percepção dos limites de cada uma. Este quarteto recém-formado junta os irmãos Ceccaldi, um caso sério da nova geração de músicos criativos franceses ao trompetista Luís Vicente e ao baterista Marco Franco, que ao longo do último ano têm forjado uma cumplicidade fortíssima.
entrada 5 euros
"ECM Perspectives"
A Trem Azul vai acolher, entre Maio e Junho, quatro encontros sob a designação "ECM Perspectives". Nestes encontros serão lançados diferentes olhares sobre o catálogo da editora fundada por Manfred Eicher, com a participação de convidados oriundos de diferentes áreas. Assim, pela Trem Azul irão passar Rui Neves ("Os primórdios da editora", 2 Maio), João Paulo Cotrim ("Paisagens de bolso", 16 Maio), Rodrigo Amado ("10 registos a descobrir no percurso de uma editora histórica", 6 Junho) e Nicolas Masson ("Conversas à volta do projeto Third Reel", 8 Julho). Sempre às 21h30.
entrada livre.
MADE TO BREAK - LACERBA ::: PRIMEIRA EDIÇÃO EM VINIL DA CLEAN FEED RECORDS
Com quase trezentos CDs editados em 12 anos, a Clean Feed lança agora o seu primeiro LP. E porque o primeiro de alguma coisa é sempre um momento especial, trata-se do registo em Lisboa de um grupo inédito de Ken Vandermark, Made to Break, com Christoff Kurzmann, Devin Hoff e Tim Daisy. Foram três dias de concertos gravados por João Serigado, dos quais se seleccionaram os melhores minutos para prensar dois discos: o CD “Provoke”, já lançado, e agora o LP “Lacerba”.
A novidade no som é grande, sendo claramente um disco vandermarkiano. O grupo parece seguir as pisadas de Spaceways Inc., o grupo mais “funky” do saxofonista, mas as personalidades dos instrumentistas e a utilização de composições abertas fazem a música inclinar-se para direcções mais abstractas: se numa pintura é fácil apercebermo-nos da sua estrutura – pois ela apresenta-se inteira aos nossos olhos e identificamos padrões, áreas, formas de organização –, na música essa percepção é muito mais difícil, pois ela desenrola-se no tempo e nem sempre conseguimos perceber o sentido e a organização dos sons.
Vandermark tenta resolver este problema criando pontes de ligação com o ouvinte: no meio de uma enorme liberdade aparecem linhas de baixo, “grooves” que nos ajudam a simpatizar com a música, a entrar no tema e a construir pontos de contacto. Em suma, a arranjar elementos que reconheçamos e com os quais nos possamos envolver. O que ouvimos é a procura de um compositor para criar novos caminhos para o jazz, novas formas de o fazer funcionar, mantendo-o disfuncional.
A prensagem em vinil está boa e tem um bom som, mas a capa merecia (pelo menos) um cartão com maior gramagem. Quem compra discos de vinil fá-lo por três razões: porque acredita que o som do vinil é melhor que o do CD (o que nestes discos ao vivo é difícil de avaliar), porque valoriza o objecto (a dimensão visual e táctil do vinil faz com que este contentor para os sons seja muito mais afectuoso do que o CD) ou ambas.
Esta forma de usar a composição e a improvisação para estruturar a música faz parte de uma procura de futuros para o jazz. Esse sentimento revolucionário está patente em todos os aspectos do disco, desde o formato de reprodução aos títulos (Lacerba era a revista futurista italiana de Aldo Palazzeschi e Italo Tavolato, impressa a preto e vermelho).
O lado A, chamado “Vita Futurista”, é dedicado a DickRaaijmakers, compositor e dramaturgo holandês nascido em 1930, e o lado B, “Pursuit”, é uma homenagem ao escultor suíço Alberto Giacometti. Imperdível.
Gonçalo Falcão
RECORD STORE DAY
1º LP CLEAN FEED `´ MADE TO BREAK - LACERBA
"Lacerba" é o primeiro álbum de vinil lançado pela Clean Feed.
Após 10 anos de edições digitais, esta é uma estreia para a editora portuguesa e certamente o primeiro de muitos. Afinal de contas, a música contida neste LP foi gravado durante um festival em Lisboa, para comemorar uma década de vida que mudou a cena do jazz em Portugal e no mundo.
Os três dias de concertos, onde Ken Vandermark apresentou o novo projeto MADE TO BREAK com Christoff Kurzmann, Dave Hoff e Tim Daisy, deram origem a este LP e também ao CD "Provoke", ambos com diferentes composições.
As implicações são amplas: MADE TO BREAK desenvolve um novo conjunto de linguagens da improvisação, ou mais restrito ou mais aberto, e, certamente de confronto, mais desconstruído e mais antagónico.
Vamos ouvir o que acontece ...
LP em venda exclusiva na Trem Azul
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CONCERTO DUPLO `´ MR. X + SIGNS OF THE SILHOUTTE
Mr.X guitarra de caixa, banjo e harmónica
O que ele traz consigo é uma guitarra de caixa, um banjo e uma harmónica e o que vamos ouvir é blues.
Blues de raiz, aqueles nascidos no delta do Mississippi, se bem que os usos vocais deste jovem e notável recuperador das tradições da negritude nos Estados Unidos lembrem por vezes um James Brown e até um Tom Waits, indo para desfechos que foram alimentados pelos blues, mas que já não são blues. Ou serão? O certo é que, se ficamos encantados com os seus dotes como guitarrista, às tantas esquecemo-nos de que se trata de blues ou sequer de música, pois ele é, sobretudo, um contador de histórias.
É um “storyteller” na velha acepção da palavra, remetendo-nos para um tempo em que famílias e amigos partilhavam memórias e imaginações nas varandas das casas de madeira dos campos do Louisiana. Digamos que ele é um “rapper” rural, um “rapper” de outros tempos que ainda vivem, felizmente, neste tempo de hoje. Lembrando-nos que o relógio e o calendário estão em permanente contagem e o que somos todos é o que fomos antes. E o que seremos depois. Quem é ???
SIGNS OF THE SILHOUETTE
Jorge Nuno guitarra eléctrica
João Paulo bateria
Miguel Cravo video
Lançamento do segundo vinil da banda de Lisboa Signs of the Silhouette - Rocket Fish, segundo lp da trilogia " Monochrome " de Signs of the Silhouette.
Mais uma construção sonora baseada em novas reflexões experimentais videográficas de Miguel Cravo. O novo trabalho acompanha e ilustra a exposição
"Ao anoitecer lembras-te dos nomes" do mesmo artista plástico, desta vez explorando o campo da fotografia juntamente com o vídeo.
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EXPOSIÇÃO DE MIGUEL CRAVO
" AO ANOITECER LEMBRAS-TE DOS NOMES "
Fotografias nas paredes criam o ambiente que antecede a performance.
Na mesma sala às escuras a musica improvisada reinterpreta os ritmos de uma série de videos. A compasso e a descompasso expressam silêncios, sequências de notas numa acção automática que decorre da projecção de imagens sobre o corpo dos músicos.
Os 5 vídeos projectados tem como elo de ligação a temática aquática aludindo à experiência sensível.
No fim da performance regressamos a presença da imagem mas com outro olhar.
+ info : VIdeo
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entrada Livre
MILES DAVIS QUINTET – LIVE IN EUROPE 1969 : THE BOOTLEG SERIES VOL. 2
Columbia/Legacy again pays tribute to musical legend Miles Davis with the release of MILES DAVIS QUINTET – LIVE IN EUROPE 1969: THE BOOTLEG SERIES VOL. 2, the second edition in the label’s widely-heralded Miles Davis Bootleg Series. The sequel to 2011’s critical and commercial blockbuster, Miles Davis Quintet - Live In Europe 1967: The Bootleg Series Vol. 1, this new set moves ahead two years and presents the ‘third great quintet’ of Miles, Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland, and Jack DeJohnette, a lineup of the world’s most highly-regarded jazz musicians, then and now. This 3-CD + DVD box set will be available everywhere January 29, 2013, through Columbia/Legacy, a division of SONY MUSIC ENTERTAINMENT.
Live In Europe 1967 (released September 2011), the debut entry in the Miles Davis Bootleg Series, was by far the most acclaimed historic jazz box set of 2011. It received a “5-star” review from Down Beat magazine, and was voted Historical Album of the Year in the Down Beat Readers and Critics Poll.
Live In Europe 1967 was ranked the #1 reissue in both the Critics and Readers polls of JazzTimes magazine, and the Jazz Journalists Association voted it Best Historical or Boxed Set. The package received an “A” from Entertainment Weekly, and Pitchfork.com said “At its heart, jazz thrives on bold, sensitive interaction in the moment, and Live In Europe 1967 represents the pinnacle of that practice.” Rave reviews appeared in a wide array of publications including The New York Times, Los Angeles Times, The Nation, Slate, and many others.
In his Sunday “Arts & Leisure” rave review of Live In Europe 1967, New York Times critic Nate Chinen concluded: “It’s humbling to think that a release like Live in Europe 1967 might help illuminate jazz’s present as well as its past, but that’s what great archival work can do. So congratulations, Columbia/Legacy. Now, what’s next?” The answer to his question is: LIVE IN EUROPE 1969.
"LONG STORY SHORT" CURATED BY PETER BROTZMANN
Whether you have no experience with the Godfather of free jazz or you measure your Peter Brötzmann CD and LP collection in linear feet, this 5CD box curated by the German saxophonist is either a great introduction to or an affirmation of his music and influence.
Organized on the occasion of his 70th birthday, these four days of performances in November 2011, also marked the 25th anniversary of the Unlimited Festival in Wels, Austria. Brötzmann did not assemble a retrospective of his ouevre, as there were no recreations of the fabled Machine Gun (FMP, 1968) sessions, Globe Unity Orchestra, or Last Exit band (having said farewell to Sonny Sharrock in 1994), nor did he play duos with Han Bennink. He did, however, display his current tastes in music which over the last twenty years have embraced musicians not only from Europe but also from Chicago and Japan.
Brötzmann's Chicago Tentet performed twice at the festival and two lengthy pieces are presented here. The first is an eerie 26-minute performance with Danish saxophonist John Tchicai, who passed away within a year of this recording. He can be heard chanting "Everything can happen from one second to the next." The second was the Tentet's "Concert For Fukushima" performance with guests Otomo Yoshihide, Akira Sakata, Michiyo Yagi and Toshinori Konda. This release only captures Yagi's koto performance, about a quarter of the two hour performance. Will there be more of this music to follow?
While Brötzmann is featured prominently here, he leads only ten out of the eighteen groups. He also choses to present his current listening pleasures. The highlights of the non-Brötzmann groups heard are several. Joe McPhee's saxophone and trumpet accompanies Morroccian Gnawa musican Maâllem Mokhtar Gania, Fred Lonberg-Holm and Michael Zerang for some African trance music. Saxophonist Mats Gustafsson, perhaps the heir to Brötzmann's sound, dabbles in bits and bites of improvisation and electronics with Dieb13 and Martin Siewert. Masahiko Satoh delivers a rollicking and cogent solo piano piece that swaps Cecil Taylor runs with stride tones and fragments of classical delivery. Brötzmann's influence can also be heard in the koto, cello and guzheng (a Chinese plucked zither) trio of Michiyo Yagi, Okkyung Lee and Xu Fengxia, as the three blast off into a freeform ethereal sound. The highlight of the non-Brötzmann ensembles might be the DKV Trio of Hamid Drake, Kent Kessler and Ken Vandermark augmented by Mats Gustafsson, Massimo Pupillo and Paal Nilssen-Love. The trio-cum-sextet sketch a restrained improvisation that is more listening than playing, before their rocked-out climax of sound.
The festival goers and connoisseurs of the great man's work are treated to various permutations and combinations of his music. His three-saxophone improvising band, Sonore, with Ken Vandermark and Mats Gustafson, marks its tenth anniversary working together here, as does the relatively new saxophone/piano/drums trio of Brotzmann, Masahiko Satoh and Takeo Moriyama. His acclaimed duo with Chicago vibraphonist Jason Adasiewicz is augmented here by drummer Sabu Toyozumi. The percussionist adds locomotion to the duo, plus he spikes the intensity.
Another new-ish Brötzmann saxophone trio, with bassist Eric Revis and drummer Nasheet Waits, is the most conventional approach heard here. Although it is far from conservative, the thirty-seven minute piece might be a nod to American free jazz as opposed to the European approach Brötzmann has championed most of his career.
The emotional and aural high points of this box set are the two pieces, one by Brotzmann's electric band Hairy Bones and the other by the African influenced ensemble that reunites him with bassist Bill Laswell. The latter piece includes Hamid Drake and guembri musican Maâllem Mokhtar Gania. While this piece hypnotizes the ear for nearly fifty-two minutes, the Hairy Bones improvisation clocking in at twenty-one minutes is an exhausting barrage of sound and energy. Toshinori Kondo's electrified trumpet and Masimo Pupillo's electric bass battle Brötzmann and drummer Paal Nilssen-Love for stage preeminence. The music is both exhilarating and exhausting.
If six hours of music could possibly leave you wanting, this collection does.
Track Listing: CD1: Sonore; Chicago Tentet with John Tchicai; Michiyo Yagi/Okkyung Lee/Xu Fengxia; Peter Brötzmann/Masahiko Sato/Takeo Moriyama; Peter Brötzmann/Masahiko Satoh/Takeo Moriyama. CD2: Joe McPhee/Maâllem Mokhtar Gania/Fredrick Lonberg-Holm/Michael Zerang; Peter Brötzmann/Michiyo/Yagi/Tamaya Honda; Peter Brötzmann/Jason Adasiewicz/Sabu Totozumi; Dieb13/Mats Gustafsson/Martin Siewert. CD3: Keiji Haino; Peter Brötzmann/Bill Laswell/Maâllem Mokhtar Gania/Hamid Drake. CD4: Jeb Bishop/Joe McPhee/Mars Williams/Jason Adasiewicz/Kent Kessler/Tamaya Honda; Hairy Bones; Masahiko Satoh; Chicago Tentet wirh Michiyo Yagi “Concert For Fulushima.” CD5: Peter Brötzmann/Eric Revis/Nasheet Waits; DKV Trio with Mats Gustafsson/Massimo Pupillo/Paal Nilssen-Love; Full Blast; Caspar Brötzmann Massaker.
VINIL
Centenas de títulos em vinil agora disponíveis na Trem Azul.
Rock, Folk, Jazz, Contemporânea.
Destaque para as edições da Doxy (lp+cd).
Aqui ficam alguns dos títulos disponíveis:
- Ben Webster - Soulville
- Johnny Cash - Now, There Was A Song!
- Jame Brown - Try Me
- Nina Simone - The Legendary First Recordings
- Nina Simone - Sings Duke Ellington
- Nina Simone - At The Village Gate
- Nina Simone - At Newport
- Stan Getz - Plays
- Sonny Rollins - Freedom Suite
- João Gilberto - Bossa Nova!
- João Gilberto - O Amor, o Sorriso e a Flor
- João Gilberto - Chega de Saudade
- Charles Mingus - Alternate Moods of Tijuana
- John Coltrane - Africa/Brass
- John Coltrane - My Favorite Things
- John Coltrane - Complete Village Vanguard 1961
- Chuck Berry - After School
- Serge Gainsburg - Les Chansons de Prevert!
- Serge Gainsburg - Du Chant à la Lune!
- Serge Gainsburg - 1 2 3
- Serge Gainsburg - Gainsburg percussions
- Serge Gainsburg - Aux Armes et Caetera
- Serge Gainsburg - Du Jazz Dans le Ravin
- 13th Floor Elevators - Rockius of Levitatum
- Cornelius Cardew - We Sing The Future
- Horace Silver - 6 Pieces of Silver
- Donald Byrd - Royal Flush
- Pere Ubu - Pennysylvania
- Sun Ra - Piano Recital
- Nino Rota - OST Fellini 8 1/2
- David Murray Octet - Ming
- Max Roach/Anthony Braxton - Birth and Rebirth
- Old and New Dreams
- John Lee Hooker - The Man of The Blues
- Miles Davis - Friday Night at Blackhawk
- Max Roach/Clifford Brown - In Concert
- The Allman Brothers - At Fillmore East
- Karlheinz Stockhausen - Mantra
- Henry Cow - Concerts
- Milton Nascimento - Clube da Esquina
- Stereolab - Transient Random - Noise Burst with Announcements
- Scott Walker - Scott
- Scott Walker - 2
- Scott Walker - 3
- Lightnin' Hopkins
- Robert Wyatt - Radio Experiment 1981 Rome, February
- Gil Evans - Out Of The Cool
- Yusef Lateff - Jazz for the thinker
- The Ant Trip Ceremony - 24 Hours
- Miles Davis - Lift to the Scaffold
- Duke Ellington - Anatomy of a Murder
- Oliver Lake - Screamin the Blues
- The Cure - Three Imaginary Boys
- Velvet Underground - White Light/White Heat
- Velvet Underground - Velvet Underground
- Funkadelic - Maggot Brain
“10 COVERS“ EXPOSIÇÃO DE JÚLIO DOLBETH
No início do ano lançamos o convite que foi pronta e calorosamente aceite: Júlio Dolbeth, um dos nomes grandes da ilustração em Portugal, agarrou sem hesitações a nossa proposta para reinterpretar à sua maneira – o seu traço é reconhecível a metros de distância - uma selecção de dez capas de discos que, por um motivo ou outro, ficaram coladas na memória colectiva até aos dias de hoje. Capa a capa, motivo a motivo, Júlio Dolbeth prometeu e cumpriu: deu nova vida – e perspectiva – a capas que pensávamos fechadas para arquivo com um respeito quase sepulcral. Depois da inauguração no Plano B (Porto), a exposição chega agora a Lisboa ao espaço da Trem Azul e por lá ficará até ao dia 28 de Dezembro.
NOVO DISCO ::::: Getatchew Mekuria + The Ex + Friends - Y'Anbessaw Tezeta
Novo disco dos The Ex com o saxofonista Getatchew Mekuria & Friends
Já está disponível na Trem Azul (edição especial com cd bonus).
DIA 29 MAIO - 21H30 ::: LANÇAMENTO DO LIVRO DE RUI EDUARDO PAES ‘A’ MAIÚSCULO COM CÍRCULO À VOLTA ‘A’ Maiúsculo com Círculo à Volta O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin. Segundo o crítico António Branco, trata-se de «um objecto literário-gráfico-musical absolutamente único». Intervenções faladas do escritor JOÃO RAFAEL DIONÍSIO e do músico PAULO CHAGAS ilustração Marcos Farrajota |
PRÓXIMO CONCERTO ::: DEUX MAISONS - 22 MAIO - 21h30 Luís Vicente - trompete A metáfora arquitectónica só dá, à primeira vista, conta de metade da história... A outra metade está presente na construção da música, onde composição e improvisação são partes iguais do processo criativo. Tratam-se, portanto, de "duas casas" ligadas por múltiplas vias de comunicação, confundindo a percepção dos limites de cada uma. Este quarteto recém-formado junta os irmãos Ceccaldi, um caso sério da nova geração de músicos criativos franceses ao trompetista Luís Vicente e ao baterista Marco Franco, que ao longo do último ano têm forjado uma cumplicidade fortíssima. entrada 5 euros |
"ECM Perspectives" A Trem Azul vai acolher, entre Maio e Junho, quatro encontros sob a designação "ECM Perspectives". Nestes encontros serão lançados diferentes olhares sobre o catálogo da editora fundada por Manfred Eicher, com a participação de convidados oriundos de diferentes áreas. Assim, pela Trem Azul irão passar Rui Neves ("Os primórdios da editora", 2 Maio), João Paulo Cotrim ("Paisagens de bolso", 16 Maio), Rodrigo Amado ("10 registos a descobrir no percurso de uma editora histórica", 6 Junho) e Nicolas Masson ("Conversas à volta do projeto Third Reel", 8 Julho). Sempre às 21h30. entrada livre. |
MADE TO BREAK - LACERBA ::: PRIMEIRA EDIÇÃO EM VINIL DA CLEAN FEED RECORDS Com quase trezentos CDs editados em 12 anos, a Clean Feed lança agora o seu primeiro LP. E porque o primeiro de alguma coisa é sempre um momento especial, trata-se do registo em Lisboa de um grupo inédito de Ken Vandermark, Made to Break, com Christoff Kurzmann, Devin Hoff e Tim Daisy. Foram três dias de concertos gravados por João Serigado, dos quais se seleccionaram os melhores minutos para prensar dois discos: o CD “Provoke”, já lançado, e agora o LP “Lacerba”. A novidade no som é grande, sendo claramente um disco vandermarkiano. O grupo parece seguir as pisadas de Spaceways Inc., o grupo mais “funky” do saxofonista, mas as personalidades dos instrumentistas e a utilização de composições abertas fazem a música inclinar-se para direcções mais abstractas: se numa pintura é fácil apercebermo-nos da sua estrutura – pois ela apresenta-se inteira aos nossos olhos e identificamos padrões, áreas, formas de organização –, na música essa percepção é muito mais difícil, pois ela desenrola-se no tempo e nem sempre conseguimos perceber o sentido e a organização dos sons. Vandermark tenta resolver este problema criando pontes de ligação com o ouvinte: no meio de uma enorme liberdade aparecem linhas de baixo, “grooves” que nos ajudam a simpatizar com a música, a entrar no tema e a construir pontos de contacto. Em suma, a arranjar elementos que reconheçamos e com os quais nos possamos envolver. O que ouvimos é a procura de um compositor para criar novos caminhos para o jazz, novas formas de o fazer funcionar, mantendo-o disfuncional. A prensagem em vinil está boa e tem um bom som, mas a capa merecia (pelo menos) um cartão com maior gramagem. Quem compra discos de vinil fá-lo por três razões: porque acredita que o som do vinil é melhor que o do CD (o que nestes discos ao vivo é difícil de avaliar), porque valoriza o objecto (a dimensão visual e táctil do vinil faz com que este contentor para os sons seja muito mais afectuoso do que o CD) ou ambas. Esta forma de usar a composição e a improvisação para estruturar a música faz parte de uma procura de futuros para o jazz. Esse sentimento revolucionário está patente em todos os aspectos do disco, desde o formato de reprodução aos títulos (Lacerba era a revista futurista italiana de Aldo Palazzeschi e Italo Tavolato, impressa a preto e vermelho). O lado A, chamado “Vita Futurista”, é dedicado a DickRaaijmakers, compositor e dramaturgo holandês nascido em 1930, e o lado B, “Pursuit”, é uma homenagem ao escultor suíço Alberto Giacometti. Imperdível. Gonçalo Falcão |
RECORD STORE DAY1º LP CLEAN FEED `´ MADE TO BREAK - LACERBA "Lacerba" é o primeiro álbum de vinil lançado pela Clean Feed. LP em venda exclusiva na Trem Azul _______________________________ CONCERTO DUPLO `´ MR. X + SIGNS OF THE SILHOUTTE Mr.X guitarra de caixa, banjo e harmónica O que ele traz consigo é uma guitarra de caixa, um banjo e uma harmónica e o que vamos ouvir é blues. SIGNS OF THE SILHOUETTE Jorge Nuno guitarra eléctrica Lançamento do segundo vinil da banda de Lisboa Signs of the Silhouette - Rocket Fish, segundo lp da trilogia " Monochrome " de Signs of the Silhouette. ________________________________ EXPOSIÇÃO DE MIGUEL CRAVO Fotografias nas paredes criam o ambiente que antecede a performance. + info : VIdeo ---------------- |
MILES DAVIS QUINTET – LIVE IN EUROPE 1969 : THE BOOTLEG SERIES VOL. 2 Columbia/Legacy again pays tribute to musical legend Miles Davis with the release of MILES DAVIS QUINTET – LIVE IN EUROPE 1969: THE BOOTLEG SERIES VOL. 2, the second edition in the label’s widely-heralded Miles Davis Bootleg Series. The sequel to 2011’s critical and commercial blockbuster, Miles Davis Quintet - Live In Europe 1967: The Bootleg Series Vol. 1, this new set moves ahead two years and presents the ‘third great quintet’ of Miles, Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland, and Jack DeJohnette, a lineup of the world’s most highly-regarded jazz musicians, then and now. This 3-CD + DVD box set will be available everywhere January 29, 2013, through Columbia/Legacy, a division of SONY MUSIC ENTERTAINMENT. Live In Europe 1967 (released September 2011), the debut entry in the Miles Davis Bootleg Series, was by far the most acclaimed historic jazz box set of 2011. It received a “5-star” review from Down Beat magazine, and was voted Historical Album of the Year in the Down Beat Readers and Critics Poll. Live In Europe 1967 was ranked the #1 reissue in both the Critics and Readers polls of JazzTimes magazine, and the Jazz Journalists Association voted it Best Historical or Boxed Set. The package received an “A” from Entertainment Weekly, and Pitchfork.com said “At its heart, jazz thrives on bold, sensitive interaction in the moment, and Live In Europe 1967 represents the pinnacle of that practice.” Rave reviews appeared in a wide array of publications including The New York Times, Los Angeles Times, The Nation, Slate, and many others. In his Sunday “Arts & Leisure” rave review of Live In Europe 1967, New York Times critic Nate Chinen concluded: “It’s humbling to think that a release like Live in Europe 1967 might help illuminate jazz’s present as well as its past, but that’s what great archival work can do. So congratulations, Columbia/Legacy. Now, what’s next?” The answer to his question is: LIVE IN EUROPE 1969. |
"LONG STORY SHORT" CURATED BY PETER BROTZMANN Whether you have no experience with the Godfather of free jazz or you measure your Peter Brötzmann CD and LP collection in linear feet, this 5CD box curated by the German saxophonist is either a great introduction to or an affirmation of his music and influence. Organized on the occasion of his 70th birthday, these four days of performances in November 2011, also marked the 25th anniversary of the Unlimited Festival in Wels, Austria. Brötzmann did not assemble a retrospective of his ouevre, as there were no recreations of the fabled Machine Gun (FMP, 1968) sessions, Globe Unity Orchestra, or Last Exit band (having said farewell to Sonny Sharrock in 1994), nor did he play duos with Han Bennink. He did, however, display his current tastes in music which over the last twenty years have embraced musicians not only from Europe but also from Chicago and Japan. Brötzmann's Chicago Tentet performed twice at the festival and two lengthy pieces are presented here. The first is an eerie 26-minute performance with Danish saxophonist John Tchicai, who passed away within a year of this recording. He can be heard chanting "Everything can happen from one second to the next." The second was the Tentet's "Concert For Fukushima" performance with guests Otomo Yoshihide, Akira Sakata, Michiyo Yagi and Toshinori Konda. This release only captures Yagi's koto performance, about a quarter of the two hour performance. Will there be more of this music to follow? While Brötzmann is featured prominently here, he leads only ten out of the eighteen groups. He also choses to present his current listening pleasures. The highlights of the non-Brötzmann groups heard are several. Joe McPhee's saxophone and trumpet accompanies Morroccian Gnawa musican Maâllem Mokhtar Gania, Fred Lonberg-Holm and Michael Zerang for some African trance music. Saxophonist Mats Gustafsson, perhaps the heir to Brötzmann's sound, dabbles in bits and bites of improvisation and electronics with Dieb13 and Martin Siewert. Masahiko Satoh delivers a rollicking and cogent solo piano piece that swaps Cecil Taylor runs with stride tones and fragments of classical delivery. Brötzmann's influence can also be heard in the koto, cello and guzheng (a Chinese plucked zither) trio of Michiyo Yagi, Okkyung Lee and Xu Fengxia, as the three blast off into a freeform ethereal sound. The highlight of the non-Brötzmann ensembles might be the DKV Trio of Hamid Drake, Kent Kessler and Ken Vandermark augmented by Mats Gustafsson, Massimo Pupillo and Paal Nilssen-Love. The trio-cum-sextet sketch a restrained improvisation that is more listening than playing, before their rocked-out climax of sound. The festival goers and connoisseurs of the great man's work are treated to various permutations and combinations of his music. His three-saxophone improvising band, Sonore, with Ken Vandermark and Mats Gustafson, marks its tenth anniversary working together here, as does the relatively new saxophone/piano/drums trio of Brotzmann, Masahiko Satoh and Takeo Moriyama. His acclaimed duo with Chicago vibraphonist Jason Adasiewicz is augmented here by drummer Sabu Toyozumi. The percussionist adds locomotion to the duo, plus he spikes the intensity. Another new-ish Brötzmann saxophone trio, with bassist Eric Revis and drummer Nasheet Waits, is the most conventional approach heard here. Although it is far from conservative, the thirty-seven minute piece might be a nod to American free jazz as opposed to the European approach Brötzmann has championed most of his career. The emotional and aural high points of this box set are the two pieces, one by Brotzmann's electric band Hairy Bones and the other by the African influenced ensemble that reunites him with bassist Bill Laswell. The latter piece includes Hamid Drake and guembri musican Maâllem Mokhtar Gania. While this piece hypnotizes the ear for nearly fifty-two minutes, the Hairy Bones improvisation clocking in at twenty-one minutes is an exhausting barrage of sound and energy. Toshinori Kondo's electrified trumpet and Masimo Pupillo's electric bass battle Brötzmann and drummer Paal Nilssen-Love for stage preeminence. The music is both exhilarating and exhausting. If six hours of music could possibly leave you wanting, this collection does. Track Listing: CD1: Sonore; Chicago Tentet with John Tchicai; Michiyo Yagi/Okkyung Lee/Xu Fengxia; Peter Brötzmann/Masahiko Sato/Takeo Moriyama; Peter Brötzmann/Masahiko Satoh/Takeo Moriyama. CD2: Joe McPhee/Maâllem Mokhtar Gania/Fredrick Lonberg-Holm/Michael Zerang; Peter Brötzmann/Michiyo/Yagi/Tamaya Honda; Peter Brötzmann/Jason Adasiewicz/Sabu Totozumi; Dieb13/Mats Gustafsson/Martin Siewert. CD3: Keiji Haino; Peter Brötzmann/Bill Laswell/Maâllem Mokhtar Gania/Hamid Drake. CD4: Jeb Bishop/Joe McPhee/Mars Williams/Jason Adasiewicz/Kent Kessler/Tamaya Honda; Hairy Bones; Masahiko Satoh; Chicago Tentet wirh Michiyo Yagi “Concert For Fulushima.” CD5: Peter Brötzmann/Eric Revis/Nasheet Waits; DKV Trio with Mats Gustafsson/Massimo Pupillo/Paal Nilssen-Love; Full Blast; Caspar Brötzmann Massaker. |
VINILCentenas de títulos em vinil agora disponíveis na Trem Azul. Aqui ficam alguns dos títulos disponíveis: - Ben Webster - Soulville |
“10 COVERS“ EXPOSIÇÃO DE JÚLIO DOLBETH No início do ano lançamos o convite que foi pronta e calorosamente aceite: Júlio Dolbeth, um dos nomes grandes da ilustração em Portugal, agarrou sem hesitações a nossa proposta para reinterpretar à sua maneira – o seu traço é reconhecível a metros de distância - uma selecção de dez capas de discos que, por um motivo ou outro, ficaram coladas na memória colectiva até aos dias de hoje. Capa a capa, motivo a motivo, Júlio Dolbeth prometeu e cumpriu: deu nova vida – e perspectiva – a capas que pensávamos fechadas para arquivo com um respeito quase sepulcral. Depois da inauguração no Plano B (Porto), a exposição chega agora a Lisboa ao espaço da Trem Azul e por lá ficará até ao dia 28 de Dezembro. |
NOVO DISCO ::::: Getatchew Mekuria + The Ex + Friends - Y'Anbessaw Tezeta Novo disco dos The Ex com o saxofonista Getatchew Mekuria & Friends |
